Reservas bolivianas de gás devem manter mesmo nível de 2013, diz ministro

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Luiz Alberto Sanchez diz que pode ocorrer aumento de 1,5 trilhão de pés cúbicos

As reservas certificadas de gás natural da Bolívia devem se manter no mesmo nível que tinham em 2013,
que era de 10,45 trilhões de pés cúbicos (TCF). O ministro dos Hidrocarbonetos, Luiz Alberto Sanchez,
disse que é possível que tenha um acréscimo de 1,5 TCF e que, mesmo mantendo o nível de cinco anos
atrás, é possível garantir o compromisso de importação para o Brasil, para a Argentina e também prover
seu próprio mercado interno.
Pelos cálculos do ministro, com esse tamanho da reserva certificada, crê que é possível atender aos
compromissos de venda externa e interna até o ano 2035 e ressaltou que a certificação, feita pela
empresa de consultoria Sproule, ainda está em andamento. Em 2009, a avaliação realizada naquele ano ratificou a existência de 9,9 TCF. Sanchez alegou que esse número poderia ser menor.
O representante do governo Evo Morales justicou que só foi possível manter esse nível de reservas
graças aos US$ 11 bilhões investidos por La Paz aos longo dos últimos 12 anos, que permitiram a
perfuração de 89 poços exploratórios e outros 160 em desenvolvimento, conforme divulgado pela
agência oficial de notícias, ABI.
O dado é divulgado a cerca de um ano do primeiro contrato de importação do Brasil com a Bolívia,
que é cercado de dúvidas quanto ao real tamanho das reservas bolivianas. O país vizinho tenta, a todo
custo, provar o aumento de suas reservas para negociar a manutenção dos contratos com o governo
brasileiro na base atual, que é de 30 milhões de m³/dia. Mas há possibilidade que, na renovação, o Brasil
passe a comprar um teto de até 20 milhões de m³/dia, já que conta no horizonte com a oferta do gás do
pré-sal.

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