O gás natural tem grandes serviços ambientais prestados ao Estado de São Paulo.

Sua adoção por indústrias desde 1999 até hoje diminuiu drasticamente a emissão de CO2. Em 2014, por exemplo, o volume de gás natural comercializado – de acordo com dados apresentados pela Comgás na COP21, em Paris – contribuiu para reduzir em 3,7 megatoneladas o montante de CO2 que seria lançado na atmosfera se a indústria ainda queimasse óleo combustível. Esse número corresponde a 19,9% da ambiciosa meta anual de redução (18,6 Mton de CO2) fixada pela Política Estadual de Mudanças Climáticas, que projeta até 2020 um volume de até 80%, no máximo, do total de emissões registradas em 2005.

A participação do gás natural na matriz energética estadual ainda está um pouco abaixo do potencial previsto pelo Plano Paulista de Energia, iniciativa que estimula o crescimento econômico por meio da eficiência energética. O próprio Conselho Estadual de Política Energética projeta o potencial de triplicar, até 2029, o número de clientes dos serviços do gás natural e duplicar o número de municípios – uma expansão vai reforçar a agenda ambiental do Estado.